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07/07/2010 - ACIP/CDL comemoram transações por cartão de crédito em máquina única
 
ACIP/CDL comemoram transações por cartão de crédito em máquina única
“Para o lojista é uma grande conquista, depois de uma longa batalha. Os empresários tinham que pagar aluguel de duas máquinas, gerando um custo muito alto. A nossa expectativa é que aumente a concorrência, trazendo benefícios para todos”, comenta o presidente da CDL, Walter Jr

André Luiz Costa - DECOM-ACIP/CDL

A máquina da Redecard, empresa que opera os sistemas de transações comerciais para lojistas e bancos, passou a aceitar cartões da bandeira Visa a partir de 1º de julho. A Redecard já aceitava 16 bandeiras, enquanto a Cielo, apenas uma. Com a novidade, os setores varejista e de serviços devem economizar cerca de R$ 200 milhões por mês com o aluguel das máquinas e o aumento da concorrência, de acordo com a Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL).

A transação será possível por causa da decisão do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), que determinou, em dezembro de 2009, o fim do contrato de exclusividade entre a Visa e a Cielo – antiga Visanet e concorrente da Redecard. Agora, os comerciantes poderão escolher entre as duas credenciadoras e precisarão apenas de uma máquina.

Segundo o presidente da Redecard, Roberto Medeiros, a empresa já nasceu multibandeira. “Esperamos aumentar muito o número de transações com a Visa”.

Luta antiga

O presidente da Câmara de Dirigentes Lojistas de Patrocínio, Walter Bernardes Júnior, ficou bastante satisfeito com a notícia. “Para o lojista é uma grande conquista, depois de uma longa batalha. Os empresários tinham que pagar aluguel de duas máquinas, gerando um custo muito alto. A nossa expectativa é que aumente a concorrência, trazendo benefícios para todos”, comenta.

Com o aumento da concorrência, os preços pelos serviços devem ficar menores, aposta o presidente da CNDL, Roque Pellizaro Júnior. Mas os empresários devem pressionar as empresas. “Aconselhamos que, inicialmente, os lojistas não assinem contratos de exclusividade com uma delas”, alertou Pellizaro. “Eles devem se reunir para negociar os preços”, acrescenta.

É preciso avançar

Apesar da boa notícia, o presidente da CDL Patrocínio comenta que é preciso avançar ainda mais. Os maiores custos são por cada transação. A Redecard cobra, em média, 3% do valor de cada pagamento recebido e a Cielo, 4,5%.

Walter Júnior destaca que essa é a média, mas há taxas que chegam a 10%. Além do mais, há a demora de até 35 dias para o repasse do pagamento. “Portanto, se você somar a taxa de 10%, mais o valor relativo a perdas com juros de mercado por essa demora no repasse, podemos chegar a até 13%, um valor muito alto para o lojista”, avalia.

O presidente da CDL diz que é preciso uma regulamentação do setor de cartões de crédito. Ele cita como exemplo outros países, como Argentina e Estados Unidos, em que o repasse dos valores após a venda com cartão é de três a quatro dias, com taxas bem menores, contra os até 35 dias do Brasil com tarifas que chegam a 10%.
 
 
 

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